sábado, 14 de agosto de 2010

Um raro pulsar é descoberto pelo projeto Einstein@Home


     O Einstein@Home, um projeto de computação distribuída que conta com voluntários de cerca de 200 países, descobriu um pulsar raro isolado com um campo magnético muito pequeno. 


Pulsares são estrelas de nêutrons muito densas que emitem pulsos de radiação eletromagnética






     A descoberta foi publicada nesta sexta-feira (13/8) na edição on-line da revista Science.


     O novo pulsar dá 41 voltas em torno dele mesmo a cada segundo. Está localizado na Via Láctea, a 17 anos-luz da Terra, na constelação Vulpecula (Raposa).




     Fique sabendo mais sobre o projeto Einstein@Home e sobre o novo pulsar no artigo publicado na Agência Fapesp.

sábado, 7 de agosto de 2010

Tsunami solar

     O Sol, como os vulcões, sofre explosões a que damos o nome de Erupções Solares. Essas erupções geralmente alternam entre valores maiores e menores. Mas por um grande tempo nossa estrela esteve em um período de calmaria.
     Agora, no dia 1° de agosto, a face do Sol voltada para a Terra entrou em uma grande erupção. Essas erupções geram o que chamamos de rajadas, através dos ventos solares. Dois dias depois de emitidas, essas rajadas atingem a Terra.
     A sonda Dynamics Observatory (SDO) da NASA captou esses fortes ventos solares, que, por sua intensidade, podemos chamar de Tsunami Solar.
     Quando a ejeção atingiu a Terra, após se deslocar com velocidade de mais de  mil quilômetros por segundo, o impacto provocou uma tempestade geomagnética que durou quase 12 horas, tempo suficiente para formar auroras sobre a Europa e a América do Norte.


Aurora boreal no Alasca


Você sabe o que é uma aurora? 

Elas são fenômenos óticos que surgem no céu de regiões polares. 

Milhares de pessoas viajam centenas de quilômetros só para ver este maravilhoso fenômeno.

Veja o vídeo abaixo.


Quer saber como a Aurora Boreal se forma, veja este link...

     Entender e principalmente monitorar as atividades solares é de extrema importância. As rajadas solares e, consequentemente os ventos solares, podem interferir em sistemas eletrônicos de comunicação.
     O Sol passa por ciclos de atividade regular que duram aproximadamente 11 anos. O mais recente momento de atividade máxima ocorreu em 2001 e ejeções como a registrada agora são os primeiros sinais de que o Sol está “acordando” de um período de calma. Os cientistas calculam que a próxima máxima ocorrerá em 2013.

     Assista ao vídeo das rajadas solares feito pela NASA!



Fonte: Agência FAPESP - 6/8/2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Atividades de recuperação 1° e 2° Bimestres de 2010

     Para aqueles que necessitaram realizar as atividades de recuperação, tanto de Física quanto de GMF, estou disponibilizando abaixo, em pdf, o que deverá ser feito.
     Lembrem que, por estar em pdf, para abrir as atividades é necessário ter instalado no computador o Acrobat Reader.

     Quaisquer dúvidas sobre as atividades podem ser tiradas em sala de aula.

1° Ano do Ensino Médio
   - Atividade para o 1° Bimestre
   - Atividade para o 2° Bimestre


3° Ano do Ensino Médio

domingo, 25 de julho de 2010

Cientistas divulgam a descoberta da maior estrela até hoje - R136a1e

     Identificada como o centro de um aglomerado de estrelas na Nebulosa da Tarântula, uma expansiva nuvem de gás e poeira da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia que fica a cerca de 165 mil anos-luz da Via Láctea, a R136a1e, nome como ficou conhecida a nova estrela, é a maior estrela já descoberta até hoje.
     Segundo o observatório europeu que fez a descoberta a R136a1e tem hoje o equivalente a 265 vezes a massa do Sol, mas cientistas calculam que na época de seu nascimento esse número pode ter chegado a 320 vezes.
     “Ao contrário dos humanos, estas estrelas nascem pesadas e perdem peso ao envelhecerem”, disse o cientista Crowther. “A R136a1 já está na meia-idade e passou por um intenso programa de perda de peso”. De acordo com ele, a estrela queima com tal intensidade que seu brilho é quase 10 milhões de vezes maior do que o do Sol.

Grande Núvem de Magalhães

Fonte: YouTube - uniofsheffield

fonte: Agência Estado

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Computadores independentes

     Há décadas os computadores eletrônicos têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados. Mas, à medida que uma explosão de novos conhecimentos tem mudado o panorama científico, a tecnologia também está ampliando o poder dos computadores.
     Segundo James Evans e Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o fato é que os computadores estão se tornando cada vez menos dependentes de seus criadores.

     “Com base em abordagens de inteligência artificial, programas de computadores estão se tornando cada vez mais capazes de integrar conhecimento publicado com dados experimentais, de buscar por padrões e relações lógicas e de permitir o surgimento de novas hipóteses com menos intervenção humana”, disseram.
     Segundo eles, novas e poderosas ferramentas computacionais entrarão em cena na próxima década para conduzir experimentos maiores e mais complexos, permitindo um grande avanço em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.

Fonte: Agência FAPESP
Leia mais: Machine Science (doi: 10.1126/science.1189416), de James Evans e Andrey Rzhetsky

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Novo método de criptografia usa a Física e a Teoria do Caos

     As transações eletrônicas estão cada vez mais presentes em nossas vidas, seja direta ou indiretamente. A necessidade de mantê-las seguras é cada vez maior já que, com o seu aumento, cresce também a ação de hackers em querer obter dados sigilosos.
     Para impedir a ação de crimes virtuais e para manter os dados seguros fazemos o uso, no mundo virtual, de um processo a que chamamos de criptografia. Mas juntamente com o crescimento da criptografia, cresce também as tentativas de quebra. Assim, melhorar os métodos criptográficos deixando-os mais complexos e não "muito lentos" é uma busca constante.

     Com base na teoria do caos, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo sistema de criptografia que, mesmo sendo mais seguro, mantém a velocidade e a operacionalidade dos sistemas tradicionais.
     O novo sistema foi desenvolvido por cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e do Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP). O trabalho foi publicado recentemente no International Journal of Modern Physics C.
     Segundo Bruno, um de seus idealizadores, o sistema poderá trazer mais segurança às transações bancárias e ao comércio eletrônico, por exemplo, além de ter aplicações como a codificação de arquivos em notebooks, para evitar problemas em caso de roubo ou furto do equipamento.

Leia mais: Criptografia baseada na teoria do caos

Fonte: Estadão | Agência FAPESP

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Observatório espacial Planck faz o primeiro mapeamento do plano de fundo cósmico


Uma imagem de todo o céu. Parece exagero? Pois é o que o observatório espacial Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), acaba de produzir, pelo menos na visão com que foi concebida a missão.
Segundo a ESA, o mapa – resultado de um ano de imagens obtidas pelo Planck – fornece um novo olhar sobre como as estrelas e as galáxias se formam e amplia o conhecimento a respeito de como o Universo surgiu.
Essa é a primeira varredura de todo o plano de fundo cósmico feita pelo observatório que “enxerga” em microondas. Até o fim da missão, previsto para 2012, estão previstos mais três mapeamentos completos. O Planck foi lançado em maio de 2009.
“É para isso que o Planck foi projetado. Não estamos dando uma resposta, mas abrindo a porta para um Eldorado no qual cientistas podem buscar as pepitas de ouro que levarão a um conhecimento muito mais aprofundado de como o Universo se tornou o que é e como ele funciona atualmente”, disse David Southwood, diretor de exploração robótica e científica da ESA.
“A imagem que estamos divulgando agora tem uma qualidade notável e representa um tributo para os engenheiros que construíram e operam o Planck. Agora, é a hora de começar a colheita científica”, enfatizou.
Das partes mais próximas da Via Láctea aos mais distantes alcances do espaço e do tempo, a imagem do céu completo feita pelo observatório é, segundo Southwood, um tesouro extraordinário de dados para os astrônomos.
O disco principal da Via Láctea se estende no centro da imagem, envolto por correntes de poeira fria. Essa espécie de teia é onde novas estrelas estão sendo formadas e o Planck encontrou muitas áreas em que estrelas individuais estão prestes a nascer ou no início de suas existências.
As bordas ao alto e no rodapé da imagem mostram a radiação cósmica de fundo em microondas (RCFM). Trata-se da mais antiga luz no Universo, que representa os vestígios do Big Bang, há mais de 13 bilhões de anos.
Enquanto a Via Láctea exibe a aparência atual do Universo, essas microondas indicam como ele se parecia perto do momento de sua criação, antes de surgirem as galáxias e as estrelas. E é aí que está o cerne da missão Planck: ajudar a explicar o que ocorreu no Universo primordial a partir do estudo desse plano de fundo.
A RCFM cobre todo o céu, mas a maior parte – do ponto de vista da Terra – é escondida por conta da emissão de luz da Via Láctea. Por conta disso, os cientistas da missão vão remover digitalmente os dados da galáxia de modo a exibir o fundo de microondas na sua totalidade.
Quando isso estiver pronto, o Planck revelará a mais precisa imagem desse plano de fundo já obtida. A dúvida para os astrônomos é se os dados revelarão a assinatura cósmica do período primordial conhecido como inflação cósmica – conforme teorizado em 1981 pelo cosmologista norte-americano Alan Guth.
Segundo Guth, esse período teria ocorrido pouco após o Big Bang e resultado em um enorme crescimento exponencial do Universo em um espaço de tempo relativamente curto.

Mais informações: www.esa.int/planck
Fonte: Agência FAPESP