terça-feira, 23 de outubro de 2012

Astrônomo brasileiro descobre aglomerado de estrelas nos confins da galáxia

Astrônomos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificaram um novo satélite (agrupamento coeso de estrelas que orbita um corpo muito maior) na nossa galáxia. O estudo, que aguarda publicação no Astrophysical Journal, relata o descobrimento de um aglomerado de cerca de 200 estrelas literalmente nos confins da Via Láctea, mais precisamente na região conhecida por halo estelar, a 108.000 anos-luz do Sol. É a primeira vez, dizem os pesquisadores da universidade, que brasileiros encontram um satélite tão longe no halo estelar.
 
 
O objeto recebeu o nome de Balbinot 1, mesmo nome de seu descobridor, o doutorando do Instituto de Física da UFRGS Eduardo Balbinot.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Guia do Mochileiro das Galáxias

   No começo deste bimestre eu passei para os alunos, com o objetivo de contextualizar o início das Astronomia dentro do cronograma das aulas de Física, o filme O Guia do Mochileiro das Galáxias, inspirado no livro do escritor Douglas Adams de mesmo título.
   Por ser este filme um pouco longo, quase 2 horas, passar em sala de aula é deveras desgastante e, com isso, muitos alunos não conseguem prestar a atenção devida.

   Para minimizar este problema e também para contemplar aqueles que não viram o filme ou que não pegaram todas as suas partes, estou postando-o abaixo por um curto tempo, apenas para fins didáticos.


Parte 1

Parte 2



Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6


Parte 7



sexta-feira, 12 de outubro de 2012


   Os ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2012 foram o francês Serge Haroche e ao americano David J. Wineland, ambos de 68 anos, por seus trabalhos com "inovadores métodos experimentais que permitem medição e manipulação de sistemas quânticos individuais".
   Através de suas pesquisas eles desenvolveram um método de se obter medidas de partículas quânticas sem destruí-las, o que antes era impossível.
Serge Haroche (direita) e David J. Wineland (Foto: Colllège de France e NIST/Divulgação)
Serge Haroche (esquerda) e David J. Wineland (Foto: Colllège de France e NIST/Divulgação)

   Através de seus métodos de laboratório, Haroche e Wineland, juntamente com seus grupos de pesquisa, conseguiram medir e controlar estados quânticos muito frágeis, antes inacessíveis para observação direta. 

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Astrônomos descobrem a galáxia mais velha do Universo



   O Astrônomo Wei Zheng, do departamento de Física e Astronomia da Universidade americana Johns Hopkins, e sua equipe descobriram, com a ajuda do telescópio espacial Hubble, a mais velha galáxia até agora detectada, formada a apenas 500 milhões de anos após o Big Bang.
   As imagens mais antigas que temos do Universo remontam à sua criação e são dadas pela chamada radiação de fundo, uma espécie de ruído causado pela explosão do Big Bang. Esse ruído ocorreu a 400 mil anos após a grande explosão. Com o auxílio do Hubble e sua câmera infravemelha instalada em 2009, os astrônomos vêm conseguindo detectar mais de uma centena de galáxias de épocas entre 650 e 850 milhões de anos.
   Os astrônomos acreditam que ainda irão identificar mais galáxias tão velhas quanto essa, com apenas 500 milhões de anos. A dificuldade nessa identificação é devido ao sinal dessas galáxias serem extremamente tênues.

Fonte: Terra

domingo, 9 de setembro de 2012

Astrônomos Japoneses descobrem nuvem em espiral

A nuvem com formato espiral foi descoberta por astrônomos japoneses. Foto: Keio University/National Astronomical Observatory of Japan/Divulgação
A nuvem com formato espiral foi descoberta por astrônomos japoneses
Foto: Keio University/National Astronomical Observatory of Japan/Divulgação

   Descoberta por astrônomos japoneses, a nuvem em espiral encontra-se no centro da Via Láctea, e possui  um volume centenas de milhares de vezes maior que o do Sol, estando distante da Terra cerca de 30 mil anos luz. Devido a sua forma a nuvem recebeu o nome peculiar de "rabo de porco".
   Segundo o pesquisador Tomoharu Oka, da Universidade de Keio, em Tóquio, o raro fenômeno deve ter se originado da colisão de duas nuvens moleculares gigantescas. Uma nuvem molecular é formada por gás e poeira na forma molecular e são essas nuvens que acabam por formar novas estrelas. Até hoje somente duas nuvens em formato espirais tinham sido identificadas, mostrando a raridade do fenômeno.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Prós e contras a instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte


     A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte é sempre um assunto instigante nas aulas. O estudo físico do uso, construção, operação e impactos ambientais das usinas hidrelétrica nos mostra que, muito ao contrário do que dizem os interessados, as hidrelétricas são altamente poluidoras. O grande problema é que construções faraônicas satisfazem as grandes construtoras que, infelizmente, tem grande poder político em nosso país.

     Mas obviamente existem algumas vantagens na construção de Belo Monte, mesmo que elas sejam, a meu ver, bem poucas.

     Conhecer tudo o que está por trás desta usina, seus pontos positivos e seus pontos negativos é um dever de todo brasileiro e em muito contribui para a nossa formação.

     Você acha que Belo Monte será boa para o Brasil? Há ou não vantagens reais em sua construção? Ela é realmente necessária? Antes de ficar aí pensando e tentando responder a estas perguntas, informe-se. Leia os textos de referência abaixo e tire suas próprias conclusões.


sábado, 11 de agosto de 2012

Os Bósons brincalhões Higgs


   Os estudos preliminares com os recém descobertos Bóson de Higgs indicam que estas partículas não são "bem comportadas" como prediz a teoria a que lhe diz respeito, o chamado Modelo Padrão.

   Com participação de pesquisadores brasileiros do Instituto de Física da USP, as primeiras análises da partícula de Deus mostram que elas não estão se comportando da maneira revista pelo Modelo Padrão, teoria que previu a sua existência.

   Anunciada a sua comprovação no mês passado, os Bósons de Higgs são importantes por explicar, por exemplo, como o Sol pode produzir a sua energia e como há tanta matéria no universo. É devido à sua grande importância que esse bóson foi apelidado de "Partícula de Deus".

   Através da grande quantidade de colisões e dados coletados pelo LHC (Large Hadron Collider) foi possível comprovar a existência do bóson, mas compreender as suas características ainda exige mais estudo.

"Estamos ainda num estágio inicial da exploração das propriedades da dela", diz Éboli (pesquisador da USP). "Contudo, há uma indicação de que o Higgs decaia mais em dois fótons [partículas de luz] do que seria esperado no Modelo Padrão."

   Mas ao contrário do que muitos podem pensar, a notícia não desanima os pesquisadores, muito pelo contrário. Ela mostra que o Modelo Padrão não é o ponto final.

"Se de fato for confirmado que o Higgs está decaindo mais que o esperado em dois fótons, isso pode significar que novas partículas podem estar dentro do alcance de descoberta do LHC" afirma Éboli.


Quer saber mais?
Leia o artigo publicado na Folha por Salvador Nogueira