quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mistério Marciano

Um mistério de quase 40 anos em Marte acaba de ser resolvido. Cientistas conseguiram reconstruir a formação de duas características inusitadas no polo norte do planeta: uma série de espirais e um abismo maior do que o Grand Canyon.

Na Terra, os mantos são formados principalmente pelo fluxo de gelo, mas em Marte, segundo a nova pesquisa, outras forças têm moldado as calotas. A calota ao norte é uma pilha de gelo e camadas de poeira com até 3 quilômetros de profundidade, que cobre uma área maior do que a do Estado de Minas Gerais.
Ao analisar em computador os dados de radar colhidos pela sonda, os pesquisadores puderam, como se estivessem retirando as camadas de uma cebola, verificar como a cobertura de gelo evoluiu com o tempo.

Uma das partes mais notáveis no polo norte marciano é a Chasma Boreale, uma depressão tão extensa como o Grand Canyon norte-americano, mas mais profundo.
Desde que foi descoberta, em 1972, cientistas estimavam que a depressão teria sido formada a partir do derretimento do fundo do manto de gelo pelo calor vulcânico. Mas o novo estudo indica que tanto a Chasma Boreale como as espirais foram criadas principalmente pela ação de fortes ventos, durante milhões de anos.

Fonte: Agência FAPESP - 27/5/2010


Para saber mais: Fapesp - Revista Nature: parte 1 - parte 2

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Filtro brasileiro permitirá imagens inéditas de galáxias


O telescópio Soar, localizado em Cerro Pachón, no Chile, receberá em julho o Filtro Imageador Sintonizável Brasileiro (BTFI, na sigla em inglês), equipamento cujo desenvolvimento foi coordenado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).
Ao ser acoplado ao telescópio, o instrumento – que custou cerca de US$ 1 milhão e foi financiado pela FAPESP – permitirá imagear os movimentos relativos internos de galáxias distantes. O consórcio Soar (sigla para Searchable Online Accommodation Resource) também conta com apoio financeiro da FAPESP.

“A astronomia brasileira estabeleceu um programa de instrumentação de nível internacional e está finalizando a construção de mais um equipamento. Quisemos apresentar esses resultados ao diretor científico da FAPESP e ao pró-reitor de Pesquisa da USP a fim de destacar a capacidade do Brasil em produzir instrumentação de ponta”, disse João Steiner,  professor do IAG e coordenador do INCT de Astrofísica.

Fonte: Agência FAPESP - 19/5/2010


Leia mais

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Atividades para a Olimpíada de Astronomia - 2010

Atendendo a pedidos, segue abaixo o arquivo da apresentação para a Olimpíada de Astronomia de 2010

 - Apresentação em PowerPoint: link

 - Programa Stellarium: link

Vale ressaltar que, aqui mesmo no blog (veja na coluna à direita) há um minicurso de introdução à Astronomia.

Abraços e boa Olimpíada a todos!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Produzindo estrelas

Lançado em maio de 2009 Herschel, o maior telescópio astronômico já posicionado no espaço, da Agência Espacial Europeia (ESA) já revela detalhes até então desconhecidos do processo de formação de uma estrela.

As imagens divulgadas pela agência mostram milhares de galáxias distantes furiosamente produzindo estrelas, com nuvens resultantes do processo que cobrem grande extensão na Via Láctea.
De acordo com a ESA, os resultados da observação desafiam ideias atuais a respeito da formação de estrelas e abrem novos caminhos para futuras pesquisas.
A observação feita pelo Herschel da nuvem de formação de estrelas denominada de RCW 120 revelou uma estrela em estado embrionário que parece destinada a se tornar uma das maiores e mais brilhantes estrelas na Via Láctea nas próximas centenas de milhares de anos, segundo a agência europeia.
Apesar de estar se formando, a estrela já tem de oito a dez vezes a massa do Sol. Em sua volta, há o equivalente a mais de 2 mil massas do Sol na forma de gás e poeira que poderão servir para alimentar a estrela, aumentando exponencialmente a sua massa.
“Essa estrela somente poderá crescer”, disse Annie Zavagno, do Laboratório de Astrofísica de Marselha, na França, um dos autores do estudo. Ela explica que estrelas massivas são raras e vivem pouco e que capturar a imagem de uma delas representa uma oportunidade valiosa para resolver um antigo paradoxo na astronomia.
“De acordo com nossa compreensão atual, não deveria ser possível a formação de estrelas com massa maior do que oito vezes a do Sol”, disse. O motivo é que a luz furiosa emitida por tais estrelas gigantescas deveria explodir suas nuvens de nascimento antes que mais massa pudesse ser acumulada.
Mas, de algum modo, isso ocorre. Muitas dessas estrelas “improváveis” são conhecidas, algumas contendo até 150 vezes a massa do Sol. Mas, agora que o Herschel observou uma pouco depois de seu nascimento, os cientistas podem usar os dados obtidos para investigar como isso desafia suas teorias.

Fonte: Agência FAPESP
Mais informações: www.esa.int/SPECIALS/Herschel/index.html

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Água em asteróide pode corroborar teoria de vida na Terra

Evidência de água e de compostos orgânicos acabam de ser detectados na superfície do asteroide 24 Themis, que tem cerca de 200 quilômetros de diâmetro e se encontra entre Marte e Júpiter.


Os cientistas também detectaram material orgânico, o que fortalece a teoria de que asteroides podem ter sido os responsáveis por trazer água e compostos orgânicos à Terra. Os dois grupos de pesquisadores usaram o telescópio de infravermelho da Nasa instalado em Mauna Kea, no Havaí.


“Os compostos orgânicos que detectamos aparentam ser cadeias extensas e complexas de moléculas. Ao caírem sobre a Terra estéril em meteoritos, essas moléculas podem ter servido como um grande pontapé inicial no desenvolvimento da vida no planeta”, disse Josh Emery, da Universidade do Tennessee, autor de um dos artigos.


Emery destaca que encontrar gelo na superfície do 24 Themis é uma surpresa, por ela não ser fria o suficiente para que o gelo possa permanecer ali por muito tempo. “Isso implica que gelo é abundante no interior desse asteroide e talvez em muitos outros. O gelo em asteroides pode ser a resposta para o enigma de onde veio a água da Terra”, disse.


Saiba mais lendo o artigo completo:

Água em asteroide


Fonte: Agência  FAPESP - 29/4/2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Em apenas 2 dias dados do LHC já entram para a história - A pré história do Universo

Os cientistas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) descobriram através do acelerador de partículas uma partícula que caracterizam de «pré-histórica». Foram precisos apenas dois dias a estudar as colisões a sete teraelectrões-volt (TeV), para que dois físicos chegassem a uma conclusão surpreendente.



Alain Grand e Ricarda Owen encontraramevidências de uma nova e massiva partícula neutral, que se pensa ter existido no início do Universo. Os cientistas ainda se encontram em choque com a descoberta desta partícula, constituída por três quarks (um dos elementos que compõem a matéria), dois do tipo strange e um do tipo top. Os físicos apelidaram a partícula de neutrinosaurusdevido ao aspecto repugnante e origens pré-históricas.
Já tinham sido vislumbradas pistas acerca desta partícula, no entanto, as estatísticas não eram suficientes para serem confirmadas. Apenas com a observação de quatro eventos no LHC foi possível a confirmação da descoberta.
«Uma consequência importante é que todas as partículas que hoje conhecemos devem ter tido um gémeo pré-histórico», afirmou Ricarda Owen, sendo que o protão deve descender do protonosaurus, assim como o electrão do electronosaurus e por aí adiante.
A investigação dos físicos concentra-se agora em averiguar a existência de duplos de antimatéria das paleopartículas, sendo que a antimatéria é composta por antipartículas da mesma maneira que matéria normal está composta por partículas.
«Se existirem, esperamos que sejam exactamente o oposto das paleopartículas, ou seja, extremamente elegantes», concluiu Alain Grand.

Fonte: IOL diário 01/04/2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Recriando o Universo


     Os cientistas do CERN tentam hoje, pela segunda vez, recriar as condições existentes segundos depois do Big Bang, que ocorreu a 13,7 bilhões de anos atrás e que deu origem ao nosso universo.
     Na primeira tentativa, não bem sucedida, o LHC (Grande Colisor de Hádrons) acabou danificando-se. Depois de reformado eles tentam agora repetir o experimento.
     Dois feixes de 1 bilhão de prótons cada serão acelerados a uma velocidade muito próxima à velocidade da luz e percorrerão o túnel circular do LHC de modo que, em um dado momento, partículas irão se chocar.
     Essa iniciativa já conta com mais de 20 anos de pesquisa e cerca de 80 mil pesquisadores de 80 países. O custo desta experiência já passou dos 24 bilhões de reais. Após a colisão espera-se obter dados suficientes para vários anos de pesquisa e interpretação.

     Fonte: Estadão.com.br
               30/03/2010